Em uma metrópole marcada por profundas desigualdades territoriais, deslocar-se não significa necessariamente poder usufruir da cidade. Para milhares de moradores de Icoaraci, em Belém do Pará, o acesso ao trabalho, à educação, à saúde, ao lazer e às demais oportunidades urbanas está diretamente condicionado à qualidade, ao tempo e ao custo da mobilidade cotidiana. Partindo do BRT Augusto Montenegro e das transformações associadas à chamada “Nova Belém”, esta obra investiga a relação entre mobilidade urbana, segregação socioespacial e injustiça territorial, revelando como grandes intervenções de infraestrutura podem produzir avanços sem necessariamente romper desigualdades historicamente inscritas no território. Em diálogo com Henri Lefebvre, David Harvey, Milton Santos, Flávio Villaça e outros importantes referenciais do pensamento urbano, o livro articula Direito, planejamento urbano e realidade amazônica para discutir uma questão fundamental: uma política de mobilidade pode ser considerada inclusiva quando o acesso à cidade continua dependendo do lugar onde se mora e da renda de quem se desloca? Mais do que uma análise do transporte público de Belém, este livro propõe uma reflexão sobre o próprio significado do direito à cidade nas periferias metropolitanas brasileiras
Em uma metrópole marcada por profundas desigualdades territoriais, deslocar-se não significa necessariamente poder usufruir da cidade. Para milhares de moradores de Icoaraci, em Belém do Pará, o acesso ao trabalho, à educação, à saúde, ao lazer e às demais oportunidades urbanas está diretamente condicionado à qualidade, ao tempo e ao custo da mobilidade cotidiana. Partindo do BRT Augusto Montenegro e das transformações associadas à chamada “Nova Belém”, esta obra investiga a relação entre mobilidade urbana, segregação socioespacial e injustiça territorial, revelando como grandes intervenções de infraestrutura podem produzir avanços sem necessariamente romper desigualdades historicamente inscritas no território. Em diálogo com Henri Lefebvre, David Harvey, Milton Santos, Flávio Villaça e outros importantes referenciais do pensamento urbano, o livro articula Direito, planejamento urbano e realidade amazônica para discutir uma questão fundamental: uma política de mobilidade pode ser considerada inclusiva quando o acesso à cidade continua dependendo do lugar onde se mora e da renda de quem se desloca? Mais do que uma análise do transporte público de Belém, este livro propõe uma reflexão sobre o próprio significado do direito à cidade nas periferias metropolitanas brasileiras
Sobre a Autora
Prefácio
Lista de Siglas
Introdução
CAPÍTULO 1
PERCURSO METODOLÓGICO
1.1 Delineamento geral da pesquisa
1.2 Natureza da pesquisa e abordagem analítica
1.3 Recorte espacial e delimitação do objeto
1.4 Procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica e documental
1.5 Levantamento bibliográfico: critérios, fontes e estratégia de
busca
1.6 Pesquisa documental e bases de dados mobilizadas
1.7 Estratégia de análise: triangulação de fontes, escalas e
registros
1.8 Categorias analíticas e matriz interpretativa
1.9 Hipótese orientadora e critérios de verificação analítica
1.10 Recorte temporal e leitura do período pós-implantação
1.11 Limitações metodológicas da pesquisa
1.12 Síntese do percurso metodológico
CAPÍTULO 2
ICOARACI E O CORREDOR AUGUSTO MONTENEGRO NO CONTEXTO DA “NOVA
BELÉM”
2.1 Caracterização socioespacial do Distrito Administrativo de
Icoaraci (DAICO): posição geográfica, demografia e oferta de
serviços urbanos
2.2 Trajetória do vetor Augusto Montenegro e a reconfiguração
urbano-imobiliária da “Nova Belém”
2.3 Direito à cidade e política de mobilidade em Belém: o lugar do
BRT Augusto Montenegro nas estratégias de inclusão e segregação
CAPÍTULO 3
DIREITO À CIDADE, FUNÇÕES SOCIAIS DA CIDADE E SEGREGAÇÃO
SOCIOESPACIAL EM ICOARACI
3.1 Direito à cidade, funções sociais da cidade e mobilidade
urbana
3.2 Segregação socioespacial e injustiça territorial: fundamentos
teóricos e categorias de análise da periferização em Belém/PA
3.3 Tarifa zero, mobilidade e acesso ao direito à cidade:
implicações para Icoaraci e o BRT Augusto Montenegro
CAPÍTULO 4
MOBILIDADE E DESIGUALDADE: EVIDÊNCIAS DOCUMENTAIS SOBRE O BRT
AUGUSTO MONTENEGRO E O DIREITO À CIDADE EM ICOARACI
4.1 O painel documental da acessibilidade no eixo Augusto
Montenegro: dados do NGTM e da Prefeitura de Belém sobre
cobertura, frequência e desempenho do BRT
4.2 Renda, deslocamento e oportunidade em Icoaraci: indicadores
socioeconômicos do IBGE e da FAPESPA e seus nexos com a mobilidade
urbana
4.3 Evidências documentais de segregação socioespacial e injustiça
territorial em Icoaraci: IBGE, FAPESPA, NGTM e documentos
municipais em perspectiva comparada
Considerações finais
Referências
| ISBN | 978-65-5113-806-5 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 150 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | novembro/2026 |
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Advogada. Mestre em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA), doutoranda em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPA e especialista em Habitação de Interesse Social pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Desenvolve pesquisas nas áreas de Direito Urbanístico, direito à cidade, habitação de interesse social, desenvolvimento urbano, mobilidade urbana, sustentabilidade, segregação socioespacial e justiça territorial, com especial interesse pelas dinâmicas urbanas e metropolitanas da Amazônia.