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O Trabalho Prisional e a Remição da Pena: Entre Direitos Humanos e Disfunções do Sistema Penal

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O que acontece quando o Estado impede a pessoa presa de trabalhar e, ao mesmo tempo, nega-lhe a possibilidade de remir a pena? Em um sistema marcado pelo encarceramento em massa, pela precariedade das condições de cumprimento da pena e pela violação sistemática de direitos, o trabalho prisional ocupa uma posição paradoxal. Historicamente associado à disciplina, ao controle e à exploração da força de trabalho, passou também a ser apresentado, pela retórica ressocializadora, como instrumento de reintegração social. Mas como falar em reintegração quando a própria prisão produz estigmatização, isolamento e dessocialização? A obra, distante de visões simplistas e punitivistas, propõe uma análise crítica dessa relação, questionando as funções atribuídas pelo discurso penal à prisão e ao trabalho prisional. Confronta, ainda, o discurso punitivista legitimador da pena com a realidade de um sistema marcado pela seletividade e pela incapacidade de assegurar direitos fundamentais, deslocando o debate da promessa de ressocialização para a necessidade de limitar o poder punitivo e preservar a dignidade da pessoa privada de liberdade. Nesse contexto, a ausência de oportunidades de trabalho não pode ser tratada como mera deficiência administrativa. Quando o Estado deixa de oferecer à pessoa presa a possibilidade de exercer um direito e, simultaneamente, impede o acesso à remição, transfere ao condenado as consequências de sua própria omissão, produzindo uma dupla punição: a impossibilidade de exercer o direito ao trabalho e a impossibilidade de reduzir a própria pena por meio da remição.

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Autores: Henrique Giacomini

O que acontece quando o Estado impede a pessoa presa de trabalhar e, ao mesmo tempo, nega-lhe a possibilidade de remir a pena? Em um sistema marcado pelo encarceramento em massa, pela precariedade das condições de cumprimento da pena e pela violação sistemática de direitos, o trabalho prisional ocupa uma posição paradoxal. Historicamente associado à disciplina, ao controle e à exploração da força de trabalho, passou também a ser apresentado, pela retórica ressocializadora, como instrumento de reintegração social. Mas como falar em reintegração quando a própria prisão produz estigmatização, isolamento e dessocialização? A obra, distante de visões simplistas e punitivistas, propõe uma análise crítica dessa relação, questionando as funções atribuídas pelo discurso penal à prisão e ao trabalho prisional. Confronta, ainda, o discurso punitivista legitimador da pena com a realidade de um sistema marcado pela seletividade e pela incapacidade de assegurar direitos fundamentais, deslocando o debate da promessa de ressocialização para a necessidade de limitar o poder punitivo e preservar a dignidade da pessoa privada de liberdade. Nesse contexto, a ausência de oportunidades de trabalho não pode ser tratada como mera deficiência administrativa. Quando o Estado deixa de oferecer à pessoa presa a possibilidade de exercer um direito e, simultaneamente, impede o acesso à remição, transfere ao condenado as consequências de sua própria omissão, produzindo uma dupla punição: a impossibilidade de exercer o direito ao trabalho e a impossibilidade de reduzir a própria pena por meio da remição.

SOBRE O AUTOR

AGRADECIMENTOS

PREFÁCIO

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

INTRODUÇÃO


CAPÍTULO 1

A ORIGEM E NATUREZA DO TRABALHO PRISIONAL

1.1 As prisões e o trabalho no século XVI e XVII

1.2 A natureza do trabalho prisional a partir do século XVIII

1.3 A função atual do trabalho prisional


CAPÍTULO 2

REMIÇÃO DA PENA PELO TRABALHO

2.1 Natureza jurídica da remição penal

2.2 Trabalho como direito social e a remição penal

2.3 A ausência de trabalho ao preso e a instituição da remição como direito material

2.4 A remição ficta como alternativa à disfunção do sistema prisional


CAPÍTULO 3

O INSTITUTO DO TRABALHO DO PRESO À LUZ DAS CONVENÇÕES INTERNACIONAIS

3.1 Os direitos humanos no encarceramento: uma perspectiva crítica do neorretribucionismo

3.2 Os direitos humanos fundamentais sociais trabalhista no sistema prisional

3.3 A compensação penal e a incorporação da CADH: direitos humanos e a responsabilidade do estado na execução da pena


CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS


ISBN 978-65-5113-741-9
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 202
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação outubro/2026
  1. Henrique Giacomini[email protected]

    Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal, com ênfase em Teoria da Pena e Execução Penal, Prática Penal e Criminologia, pelo Centro Universitário Filadélfia de Londrina (UNIFIL), e em Docência no Ensino Superior pela Unicesumar. Bacharel em Direito pela Faculdade Norte Novo de Apucarana (FACNOPAR). Autor de capítulos de livros. Professor e advogado, com atuação principalmente na área de Direito Público.

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