Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações perante a lei. Pelo menos, é isto que garante a nossa Constituição. Partindo dessa premissa, há quem acredite que a igualdade de gênero já foi atingida em nossa sociedade e que, atualmente, homens e mulheres enfrentam os mesmos obstáculos, seja em juízo ou fora dele, visão compartilhada por muitos magistrados (e magistradas) brasileiros. Contudo, marcadores políticos, econômicos e sociais nos fazem questionar a veracidade desta premissa. A presente obra busca justamente conferir se, de fato, a igualdade de gênero é observada no processo civil brasileiro ou se, ao menos, contamos com instrumentos eficazes o suficiente para garantir o cumprimento deste direito fundamental em juízo – a isonomia das partes. Para tanto, é realizado um panorama histórico e filosófico do direito à igualdade de gênero, o qual é contextualizado ao processo civil brasileiro. Além disso, a obra aborda o recente Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, desenvolvido pelo CNJ como resultado da condenação sofrida pelo Brasil perante órgãos internacionais de proteção de direitos humanos. Como resultado, o livro expõe dados empíricos sobre o tema, ao analisar decisões judiciais proferidas com base no Protocolo.
Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações perante a lei. Pelo menos, é isto que garante a nossa Constituição. Partindo dessa premissa, há quem acredite que a igualdade de gênero já foi atingida em nossa sociedade e que, atualmente, homens e mulheres enfrentam os mesmos obstáculos, seja em juízo ou fora dele, visão compartilhada por muitos magistrados (e magistradas) brasileiros. Contudo, marcadores políticos, econômicos e sociais nos fazem questionar a veracidade desta premissa. A presente obra busca justamente conferir se, de fato, a igualdade de gênero é observada no processo civil brasileiro ou se, ao menos, contamos com instrumentos eficazes o suficiente para garantir o cumprimento deste direito fundamental em juízo – a isonomia das partes. Para tanto, é realizado um panorama histórico e filosófico do direito à igualdade de gênero, o qual é contextualizado ao processo civil brasileiro. Além disso, a obra aborda o recente Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, desenvolvido pelo CNJ como resultado da condenação sofrida pelo Brasil perante órgãos internacionais de proteção de direitos humanos. Como resultado, o livro expõe dados empíricos sobre o tema, ao analisar decisões judiciais proferidas com base no Protocolo.
Sobre a Autora
Agradecimentos
Prefácio
Introdução
CAPÍTULO 1
UM PONTO DE PARTIDA: O PRINCÍPIO DA ISONOMIA E SUAS CONTROVÉRSIAS
1.1 O princípio da igualdade sob uma perspectiva histórica
1.2 A positivação do princípio da igualdade
1.2.1 A dimensão negativa do princípio da igualdade
1.2.2 As facetas da igualdade: Igualdade material e igualdade formal
1.3 O Processo Civil como instrumento e resultado de escolhas políticas
1.3.1 O papel do juiz na nova ordem constitucional
1.3.1.1 Uma superação de paradigma?
1.3.1.2 A contenção da atividade judicial pela estrutura processual
1.3.1.3 A suposta quebra de imparcialidade
1.3.1.4 O juiz no Estado Constitucional
1.3.2 O Processo Civil democrático
1.3.2.1 A igualdade das partes pelo processo – vulnerabilidade como justificativa para a criação de mecanismos que garantam a igualdade substancial
1.3.2.2 O caminhar na contramão – perspectiva de gênero
CAPÍTULO 2
A DESIGUALDADE DE GÊNERO NO BRASIL E O PROTOCOLO PARA JULGAMENTO COM PERSPECTIVA DE GÊNERO
2.1 Os dados da desigualdade econômica e política
2.1.1 A misoginia e a naturalização do ódio às mulheres
2.1.2 A desvalorização dos trabalhos de cuidado
2.2 O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero
2.2.1 O Protocolo no sistema multiportas
2.2.2 As bases teóricas do Protocolo
2.2.2.1 Interseccionalidade e feminismo negro latino-americano
2.2.2.2 A luta pela igualdade de gênero e pela cidadania da mulher brasileira
2.2.3 As questões processuais do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero
2.2.3.1 Standards probatórios nas ações previdenciárias
2.2.3.2 Demandas estruturais na Justiça Federal
2.2.3.3 A condução do processo à luz da igualdade de gênero da Justiça Estadual
2.2.3.4 Medidas protetivas de urgência e o valor probatório da palavra da vítima
2.2.3.5 Representação processual adequada e o acesso à justiça
2.2.4 O PDL 89/2023 e a ameaça aos termos do Protocolo
CAPÍTULO 3
O PROTOCOLO PARA JULGAMENTO COM PERSPECTIVA DE GÊNERO NA PRÁTICA
3.1 Metodologia
3.2 O Protocolo na prática – análise dos dados obtidos
3.2.1 O Protocolo como vetor interpretativo
3.2.2 Os impactos do Protocolo na valoração da prova pelo magistrado
3.3 O outro lado da moeda
3.3.1 Manutenção indevida da audiência de conciliação em casos de violência doméstica
3.3.2 A não observância à dificuldade probatória da mulher em demandas previdenciárias
3.3.3 Fixação de alimentos para ex-cônjuges
Conclusão
Bibliografia
| ISBN | 978-65-5113-519-4 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 223 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | abril/2026 |
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Graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2018, obteve o título de Mestra em dezembro de 2024 pela mesma instituição sob orientação do Professor Doutor Eduardo Scarparo. Especialista em Processo Civil na Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) em agosto de 2019, apresentou trabalho de conclusão também voltado para os estudos de gênero, intitulado “(Des)igualdade de gênero e processo estruturante: as medidas estruturais como instrumento de efetivação dos direitos fundamentais da mulher”. Durante a graduação, foi bolsista de iniciação científica da Professora Doutora Claudia Lima Marques. Atualmente, integra o Grupo de Pesquisa Processo e Argumento coordenado pelo Professor Eduardo Scarparo e atua como advogada no escritório Tozzini Freire