Quando o processo penal deixa de ser um instrumento de justiça democrática e passa a operar como legitimação do abuso, algo essencial se perde: a própria razão de ser do Estado de Direito. Em Megaprocessos Penais e a Disrupção do Sistema Processual Penal: o modelo de duplos autos, enfrentamos um dos fenômenos mais inquietantes do direito penal contemporâneo: a transformação de processos penais em verdadeiros mecanismos de exceção, marcados pela ampliação de poderes inquisitivos, pela erosão da imparcialidade judicial e pela flexibilização de garantias fundamentais. Partindo da doutrina brasileira e italiana – com destaque para os estudos sobre os maxiprocessi e a experiência do processo penal italiano – o autor oferece uma proposta de conceituação aos megaprocessos e como eles representam uma disrupção sistêmica, na qual o processo penal deixa de ser um espaço de contraditório e resistência para se converter em resposta simbólica à pressão midiática, política e social.
Quando o processo penal deixa de ser um instrumento de justiça democrática e passa a operar como legitimação do abuso, algo essencial se perde: a própria razão de ser do Estado de Direito. Em Megaprocessos Penais e a Disrupção do Sistema Processual Penal: o modelo de duplos autos, enfrentamos um dos fenômenos mais inquietantes do direito penal contemporâneo: a transformação de processos penais em verdadeiros mecanismos de exceção, marcados pela ampliação de poderes inquisitivos, pela erosão da imparcialidade judicial e pela flexibilização de garantias fundamentais. Partindo da doutrina brasileira e italiana – com destaque para os estudos sobre os maxiprocessi e a experiência do processo penal italiano – o autor oferece uma proposta de conceituação aos megaprocessos e como eles representam uma disrupção sistêmica, na qual o processo penal deixa de ser um espaço de contraditório e resistência para se converter em resposta simbólica à pressão midiática, política e social.
Sobre o Autor
Prefácio
Introdução
CAPÍTULO 1
MEGAPROCESSOS PENAIS
1.1 O que qualifica um processo em um megaprocesso
1.2 Como o megaprocesso altera o objeto do processo penal
CAPÍTULO 2
MEGAPROCESSOS COMO DISRUPÇÃO DO SISTEMA PROCESSUAL
2.1 Limitação doutrinárias à disrupção gerada pelos megaprocessos
2.2 Poderes instrutórios como um dos aspectos de disrupção em
megaprocessos
2.3 Exemplos disruptivos causados pelos Poderes instrutórios em
megaprocessos
CAPÍTULO 3
DUPLOS AUTOS (JUIZ DAS GARANTIAS?)
3.1 Valorização absoluta ao contraditório
3.2 Discussão em audiência preliminar
3.3 A formação do caderno processual
CAPÍTULO 4
O DIBATTIMENTO VISTO COMO MAIS DO QUE UMA FASE PROCESSUAL
4.1 Alteração estrutural da sistemática investigativa atual
4.2 Gênese processual vazia (cassus probatio)
Conclusão
Referências
| ISBN | 978-65-5113-638-2 |
| Dimensões | 23 x 15 x 1 |
| Tipo do Livro | impresso |
| Páginas | 150 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | setembro/2026 |
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Graduado em Direito Pelo Centro Universitário de Brasília; Mestre em direito pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) em Brasília/DF; Especialista em Direito Penal e Processo Penal pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) em Brasília/DF; diretor jurídico da Associação de Empresas de Engenharia e Limpeza Urbana do Brasil – ALUBRÁS; advogado sócio do escritório Abreu&Abreu advogados.