A positivação de um sistema de precedentes qualificados no Código de Processo Civil de 2015 representa uma das mais expressivas mudanças paradigmáticas do ordenamento jurídico brasileiro. Trata-se de transformação que ultrapassa o âmbito do processo civil e irradia efeitos estruturais sobre toda a dinâmica decisória do sistema de justiça, em virtude da incidência supletiva e subsidiária sobre diversos ramos do Direito prevista no art. 15 do CPC. A obra desenvolve três grandes eixos temáticos. O primeiro é o tempo do precedente: a delicada tensão entre estabilidade e mudança, entre a preservação da confiança legítima e a necessidade de superação (overruling), distinção (distinguishing) ou modulação temporal dos efeitos, compreendida esta última como exigência lógica e constitucional de segurança jurídica. O segundo eixo situa-se na fase crítica do dessobrestamento, quando a tese firmada deve ser aplicada com controle de qualidade, motivação reforçada e aderência real ao caso concreto. O precedente não pode se converter em uma “fábrica de decisões automáticas”, sob pena de gerar uma eficiência quantitativa ilusória, mas uma real instabilidade decisória. O terceiro eixo revela o precedente como instrumento de governança institucional e responsabilidade decisória: a aplicação consequencialista do precedente, em diálogo com os arts. 20 e 21 da LINDB, exige que a vinculação não seja mecânica, mas racional, transparente e coerente com os efeitos concretos que se espraiam no sistema jurídico e na sociedade.
A positivação de um sistema de precedentes qualificados no Código de Processo Civil de 2015 representa uma das mais expressivas mudanças paradigmáticas do ordenamento jurídico brasileiro. Trata-se de transformação que ultrapassa o âmbito do processo civil e irradia efeitos estruturais sobre toda a dinâmica decisória do sistema de justiça, em virtude da incidência supletiva e subsidiária sobre diversos ramos do Direito prevista no art. 15 do CPC. A obra desenvolve três grandes eixos temáticos. O primeiro é o tempo do precedente: a delicada tensão entre estabilidade e mudança, entre a preservação da confiança legítima e a necessidade de superação (overruling), distinção (distinguishing) ou modulação temporal dos efeitos, compreendida esta última como exigência lógica e constitucional de segurança jurídica. O segundo eixo situa-se na fase crítica do dessobrestamento, quando a tese firmada deve ser aplicada com controle de qualidade, motivação reforçada e aderência real ao caso concreto. O precedente não pode se converter em uma “fábrica de decisões automáticas”, sob pena de gerar uma eficiência quantitativa ilusória, mas uma real instabilidade decisória. O terceiro eixo revela o precedente como instrumento de governança institucional e responsabilidade decisória: a aplicação consequencialista do precedente, em diálogo com os arts. 20 e 21 da LINDB, exige que a vinculação não seja mecânica, mas racional, transparente e coerente com os efeitos concretos que se espraiam no sistema jurídico e na sociedade.
Organizadores
Sobre os Autores
Apresentação
CAPÍTULO 1
O DEVER DE UNIFORMIZAÇÃO DO DIREITO: UMA RELEITURA DO ARTIGO 926
DO CPC E A CENTRALIZAÇÃO DE PROCESSOS REPETITIVOS POR CONCERTAÇÃO
COMO GARANTIA DE SEGURANÇA JURÍDICA
América Cardoso Barreto Lima Nejaim
Premissas Iniciais
1 A Necessária Releitura do Artigo 926 do CPC e seu
reposicionamento na legislação processual civil
2 A Cooperação por Concertação para Centralização de Processos
Repetitivos como Mecanismo de Uniformização do Direito
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 2
A APLICAÇÃO DO PRECEDENTE JUDICIAL: DISTINÇÃO, ALTERAÇÃO,
MODULAÇÃO E SEGURANÇA JURÍDICA
Ana Beatriz Ferreira Rebello Presgrave
Premissas Iniciais
1 Precedentes e atualização do sistema
2 A mudança do precedente e o seu aspecto temporal: presente,
passado e futuro
3 O tempo da decisão
4 A aplicação do precedente e a ação rescisória
5 A modulação de efeitos e a segurança jurídica
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 3
DESSOBRESTAMENTO E CONTROLE DE QUALIDADE NA APLICAÇÃO DA TESE: UMA
ANÁLISE CONSEQUENCIALISTA
Ana Beatriz Slobodticov
Patricia Ayub da Costa
Premissas Iniciais
1 O sistema de precedentes e o dessobrestamento como etapa crítica
do pós-precedente
2 A análise consequencialista no pós-precedente
3 Efetividade, economia do processo e controle de qualidade no
pós-precedente
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 4
O TEMA 698/STF E O CONTROLE JURISDICIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS.
CONTEÚDO, REPERCUSSÕES E RESULTADOS EM UM MOVIMENTO PÓS PRECEDENTE
Antônio Pereira Gaio Júnior
Premissas Iniciais
1 O tema 698 e o controle jurisdicional de políticas públicas
1.1 Conteúdo, votos e resultados
1.2 A aplicação decisória do Tema 698. Sensos e dissensos em
Tribunais de Justiça Estaduais brasileiros
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 5
DA EC 125/2022 AO PL 3.804/2023: A REGULAMENTAÇÃO DA RELEVÂNCIA DO
RECURSO ESPECIAL
Arthur Bobsin de Moraes
Rodrigo Frantz Becker
Premissas Iniciais
1 Finalidade do “Filtro” recursal e a função uniformizadora da
relevância
2 A EC 125/2022 e o lugar do STJ
3 Distinções essenciais em relação à repercussão geral do STF
4 O PL 3.804/2023: Desenho Proposto
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 6
A VINCULAÇÃO DOS PRECEDENTES QUALIFICADOS E O USO DA RECLAMAÇÃO
Bruno Augusto Sampaio Fuga
Premissas Iniciais
1 A teoria dos transcendência dos motivos determinantes
1.1 O que são motivos determinantes?
1.2 O que é transcendência?
2 O controle concentrado de constitucionalidade e o atual
entendimento do STF
3 A necessidade de pensar a transcendência dos motivos
determinantes não apenas no controle concentrado de
constitucionalidade
4 Cabimento de reclamação pela transcendência dos motivos
determinantes em outros tipos decisionais
Considerações finais
Afinal, aplica-se a teoria da transcendência dos motivos
determinantes?
Referências
CAPÍTULO 7
COMO O STJ REVISA SUA JURISPRUDÊNCIA: ANÁLISE DAS PETIÇÕES
12.344/DF E 12.482/DF
Clayton de Albuquerque Maranhão
Vitor Gomes Bubiniak
Premissas Iniciais
1 O papel das Cortes de Vértice na transformação da jurisprudência
2 Aspectos procedimentais da revisão de precedentes pelo STJ
2.1 De quem é a legitimidade?
2.2 Como é a forma de início do julgamento?
2.3 Como ocorre o julgamento?
3 Acórdãos analisados
3.1 Pet. 12.344/DF
3.2 Pet. 12.482/DF
4 A prática do STJ em analisar sua jurisprudência: overruling,
overriding e manutenção da tese jurídica questionada
4.1 Overruling
4.2 Overriding
4.3 Pet 12.482/DF e a manutenção de teses pelo STJ
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULOS 8
A EXIGÊNCIA DE CAUÇÃO PARA CONCESSÃO DE LIMINARES E O TEMA 902 DO
STJ
Daniel Colnago Rodrigues
Premissas Iniciais
1 Facultatividade da caução no processo civil brasileiro
2 Tema 902 do STJ: a obrigatoriedade de caução para sustação de
protesto
3 É possível se ampliar a tese fixada pelo STJ no Tema 902?
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 9
OS PRECEDENTES EM UM SISTEMA JURÍDICO PERMEADO DE TERMOS JURÍDICOS
INDETERMINADOS E CLÁUSULAS GERAIS
Eduardo Arruda Alvim
Rosane Pereira dos Santos Arruda Alvim
Ígor Martins da Cunha
Premissas Iniciais
1 Os ordenamentos permeados de conceitos jurídicos indeterminados
e cláusulas gerais
2 O papel do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de
Justiça em um sistema jurídico permeado por princípios, cláusulas
gerais e conceitos jurídicos indeterminados
3 Os precedentes, as teses, os conceitos indeterminados e
cláusulas gerais
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 10
A RELAÇÃO DO ARTIGO 406 DO CÓDIGO CIVIL COM A TÉCNICA DE
PRECEDENTES DO ARTIGO 927 DO CPC/15: A POSSIBILIDADE DO MANEJO DE
AÇÕES RESCISÓRIAS
Elias Marques de Medeiros Neto
Premissas Iniciais
1 O artigo 406 do Código Civil
2 Precedentes e Ação Rescisória
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 11
TESE JURÍDICA VINCULANTE: O FATO DETERMINA O PRECEDENTE. UM ESTUDO
DE CASO DA QUESTÃO DE ORDEM NO RESP 1.955.539/SP
Fernando Natal Batista
Premissas Iniciais
1 Contexto fático do caso e delimitação da controvérsia
2 A decisão e o princípio: o fato determina o precedente
3 A importância institucional e teórica do julgado
4 A integridade do direito como fundamento normativo da vinculação
fática do precedente
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 12
DEFINIÇÃO DO MOMENTO EM QUE O PRECEDENTE SE TORNA VINCULANTE:
CONSEQUÊNCIAS PROCESSUAIS E ANÁLISE DE ALGUMAS VARIÁVEIS
Frederico Augusto Leopoldino Koehler
Premissas Iniciais
1 O momento em que o precedente se torna vinculante
2 O caso especial do incidente de resolução de demandas
repetivivas – IRDR
3 Embargos de declaração e pendência de exame do requerimento de
modulação de efeitos
4 Consequências da superação do precedente para o caso concreto em
que foi aplicado
Referências
CAPÍTULO 13
RECLAMAÇÃO CONTRA ATO DE ENTE ADMINISTRATIVO OU DE CONTROLE
Fredie Didier Jr.
Leandro Fernandez
Premissas Iniciais
1 Cabimento da reclamação contra ato administrativo e sua
ampliação pelo Supremo Tribunal Federal
2 O papel da reclamação contra ato administrativo ou de controle
no sistema brasileiro de justiça multiportas
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 14
DESAFIO DO PÓS-PRECEDENTE: O CONTROLE DA APLICAÇÃO DOS PADRÕES
DECISÓRIOS VINCULANTES: O VOTO DO MIN. OG FERNANDES NA RECLAMAÇÃO
34.476/SP E SEUS IMPACTOS NAS TESES FIRMADAS PELO STJ EM MATÉRIA
PENAL
Guilherme Antunes da Cunha
Bruno Postay Losquiavo
Premissas Iniciais
1 Desafio do Pós-Precedente: o controle, pelas Cortes Superiores e
Supremas, da aplicação dos padrões decisórios vinculantes efetuada
pelos Tribunais de segundo grau
2 A Reclamação como meio de impugnação das decisões dos Tribunais
de Apelação que aplicam inadequadamente padrões decisórios
vinculantes
2.1 O Julgamento da Reclamação 34.476/SP
2.2 O Voto Divergente do Ministro Og Fernandes
3 O Exemplo Privilegiado do Tema 1.194 do STJ
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 15
A DISTINÇÃO
Guilherme Thofehrn Lessa
Gustavo Silveira Vieira
Premissas iniciais
1 Distinção (distinguishing): a exceção posterior ao precedente
2 A utilização da distinção para a criação de exceções pelo STJ
2.1 O precedente e a questão analisada: fixação dos honorários
sucumbenciais à luz da interpretação conferida ao art. 85 do CPC a
partir do Tema 1076/STJ
2.2 O pós-precedente e a questão analisada: honorários
sucumbenciais na hipótese de rejeição do Incidente de
Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ)
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 16
A ADEQUADA DISTINÇÃO (DISTINGUISHING) E O RESPEITO AOS PRECEDENTES
Gustavo Osna
Premissas Iniciais
1 Os precedentes em perspectiva
2 Os precedentes e o problema da distinção
3 A distinção e o núcleo dos precedentes
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 17
A DINÂMICA DOS PRECEDENTES NA JURISPRUDÊNCIA DO STF: entre a
abstrativização do controle difuso e a transcendência dos motivos
determinantes
João Paulo Lordelo
Premissas Iniciais
1 O sistema de precedentes do CPC/2015 e o papel da ratio
decidendi
2 O embate teórico: transcendência dos motivos determinantes
versus abstrativização do controle difuso
3 O “Caso Amianto” (ADIs 3406 e 3470) como leading case da
confusão conceitual
4 O cenário de insegurança no pós-precedente: a mutação do ART.
52, X, da CF/88 e os limites da reclamação
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 18
A FORMAÇÃO DO PRECEDENTE OBRIGATÓRIO COMO PROCESSO DELIBERATIVO:
CONTRADITÓRIO, PARTICIPAÇÃO E DENSIDADE ARGUMENTATIVA NA
CONSTRUÇÃO DA AUTORIDADE DA TESE
João Pires de Carvalho Junior
Fabiano da Rosa Tesolin
Premissas Iniciais
1 A formação do precedente obrigatório como procedimento
deliberativo e não como evento decisório isolado
2 Contraditório qualificado e participação como elementos
estruturantes da formação do precedente obrigatório
3 Densidade argumentativa e construção da ratio decidendi no
precedente obrigatório
4 A interpretação do precedente obrigatório à luz do seu processo
de formação
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 19
A RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL E A INTERPRETAÇÃO DO STJ E STF: DO
CONTROLE DOS PRECEDENTES QUALIFICADOS À ATENÇÃO AOS REQUISITOS
FORMAIS
José Henrique Mouta Araújo
Premissas iniciais: natureza jurídica, objetivos e restrição de
cabimento de reclamação, especialmente diante da interpretação do
Supremo Tribunal Federal
1 Momento de apresentação de Reclamação visando o atendimento à
precedente obrigatório e sua divergência interpretativa.
Observações quanto ao entendimento do STJ
2 Outros requisitos formais para utilização da Reclamação visando
atender padrão decisório advindo de RERG: suporte fático e
pertinência temática
Referências
CAPÍTULO 20
ANTECIPAÇÃO DA TUTELA POR EVIDÊNCIA E OS PRECEDENTES OBRIGATÓRIOS
Lucas Buril de Macêdo
Premissas Iniciais
1 A antecipação da tutela fundada na evidência e os precedentes
obrigatórios no CPC
2 Algumas noções fundamentais de teoria dos precedentes judiciais
3 A tutela antecipada fundada na evidência do direito e sua
regulação no CPC
3.1 Disposições gerais quanto à técnica antecipatória
3.2 Compreensão da tutela de evidência
3.3 Procedimento da tutela de evidência
4 Diretrizes para a aplicação da tutela de evidência fundada em
precedente obrigatório
Referências
CAPÍTULO 21
A SEGURANÇA JURÍDICA ENQUANTO GARANTIA DE EVOLUÇÃO SEM
SOBRESSALTOS E A SUPERAÇÃO DE PRECEDENTES JUDICIAIS
Luís Manoel Borges do Vale
Premissas Iniciais
1 Superação total e parcial de precedentes (Overruling e
Overturning)
2 Regras de transição. Modulação de efeitos. Modulação temporal,
territorial e subjetiva
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 22
MODULAÇÃO NA APLICAÇÃO DOS PRECEDENTES: DA DOGMÁTICA AO
PRAGMATISMO
Luiz Rodrigues Wambier
Evie Malafaia
Premissas Iniciais
1 Modulação no ordenamento jurídico brasileiro
2 Modulação de precedentes do ponto de vista dogmático
2.1 Modulação como norma densificadora da garantia da segurança
jurídica e da tutela da confiança
2.2 Hipóteses nas quais a modulação é obrigatória
3 Modulação de precedentes do ponto de vista pragmático
3.1 Conceito de pragmatismo adotado neste artigo
3.2 Modulação e pragmatismo: interesse social
3.3 Análise de casos práticos
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 23
DISTINÇÃO E SUPERAÇÃO NOS PROCESSOS EM QUE APLICADAS TESES DE
REPERCUSSÃO GERAL E DE RECURSOS REPETITIVOS
Marcelo Ornellas Marchiori
Premissas Iniciais
1 Observância e organização do precedente
2 Distinção e superação como justificativa para não aplicar o
precedente: como trabalhar esses aspectos segundo o código de
processo civil?
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 24
A INVIABILIDADE DA RECLAMAÇÃO PARA O STJ PROTEGER OS PRÓPRIOS
PRECEDENTES
Marco Aurélio Ventura Peixoto
Renata Cortez Vieira Peixoto
Premissas Iniciais
1 A reclamação constitucional como instrumento de coerência e
integridade do sistema
2 O art. 988 do CPC/2015 e a equivocada leitura da Lei 13.256/2016
3 A virada restritiva no STJ e o colapso do microssistema de
precedentes
4 O caso do Tema 1076/STJ e o problema da desobediência
institucionalizada
5 A posição do STF e a racionalidade comparada do sistema
6 Integridade, coerência e confiança: uma leitura pós-precedente
7 Um caminho de reconstrução possível: o papel do STJ na
autorreferência judicial
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 25
O IRDR E A CONSOLIDAÇÃO DO SISTEMA DE PRECEDENTES
Osmar Mendes Paixão Côrtes
Premissas iniciais
1 A origem da sistemática de demandas repetitivas na legislação
nacional
2 A evolução da regulamentação dos recursos repetitivos e a
criação do IRDR
3 O microssistema de demandas repetitivas
4 Natureza das decisões em demandas repetitivas
5 Aspectos relevantes dos IRDRs e a importância da consolidação do
sistema atual de jurisprudência vinculante
Referências
CAPÍTULO 26
MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO QUE MODIFICA JURISPRUDÊNCIA
DOMINANTE: PARÂMETROS LEGAIS E APLICAÇÃO PELOS TRIBUNAIS
Paulo Henrique dos Santos Lucon
Premissas Iniciais
1 Plano legal
2 Efeitos da modulação e uso dos embargos de declaração.
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 27
FORMAÇÃO, MODIFICAÇÃO E AUTORIDADE DOS PRECEDENTES DA CORTE
INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
Rafael Guimarães
Silvio Alexandre Fazolli
Marcos Noboru Hashimoto
Premissas Iniciais
1 Quando uma decisão se torna precedente
2 A obrigatoriedade de se analisar o contexto histórico do
precedente e as regras de modificação do mencionado pronunciamento
3 A extração da ratio decidendi
4 A força de um precedente e a necessidade de se seguir as
decisões das Cortes
5 As decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e a
autoridade de tais precedentes
Referências
CAPÍTULO 28
É POSSÍVEL A APLICAÇÃO POR ANALOGIA DA MODULAÇÃO DE EFEITOS NA
SUPERAÇÃO DE PRECEDENTES? INFERÊNCIAS A PARTIR DA MODULAÇÃO DA
TESE TRIBUTÁRIA DO SÉCULO (RE 574.706).
Ravi Peixoto
Premissas Iniciais
1 A divergência na modulação de efeitos
2 Características da modulação de efeitos na superação de
precedentes
2.1 Quem pode realizar a modulação de efeitos
2.1.1 O modelo federativo brasileiro, as competências legislativas
e a atuação dos tribunais na fixação de precedentes obrigatórios
2.1.2 Os reflexos na competência para a prolação de precedentes
vinculantes
2.1.3 Os órgãos com jurisdição nacional e os precedentes acerca da
constituição e da legislação federal
2.1.4 O reflexo das competências dos órgãos jurisdicionais para o
estabelecimento de precedentes obrigatórios para a modulação de
efeitos
2.2 Quando deve ser utilizada a modulação de efeitos
2.2.1 Como modular? Uma análise dos tempos na superação
prospectiva e as suas possibilidades
3 Aplicação da ratio decidendi para casos análogos
3.1 Os principais problemas da aplicação da ratio decidendi da
modulação de efeitos para casos “análogos”
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 29
JUÍZES E CORTES DE JUSTIÇA COMO “VÁLVULAS RESPIRATÓRIAS” PARA O
SISTEMA DE PRECEDENTES: ANÁLISE CRÍTICA DA APLICAÇÃO DO TEMA 42 DA
REPERCUSSÃO GERAL NOS PROGRAMAS DE INCENTIVOS FISCAIS DO ESTADO DE
GOIÁS
Ricardo Luiz Nicoli
Agda Franco de Oliveira Goyano
Premissas Iniciais
1 Juízes e cortes de justiça como “válvula respiratória” para o
sistema de precedentes judiciais
2 Análise da aplicação dos temas 42, 653 e 1.172 da repercussão
geral nos programas de incentivos fiscais no Estado de Goiás
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 30
DISTINÇÃO NO JUÍZO DE RETRATAÇÃO NEGATIVO: QUAIS FATOS REALMENTE
IMPORTAM?
Rogéria Dotti
Premissas Iniciais
1 O papel atual das Cortes Superiores
2 O sistema dos recursos repetitivos e o juízo de retratação
3 A distinção realizada durante o juízo de retratação
4 O juízo de retratação negativo: a distinção exige o exame dos
fatos relevantes
5 O problema da distinção inconsistente?
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 31
A FORMAÇÃO DOS PRECEDENTES JUDICIAIS NO ÂMBITO DO DIREITO
PROCESSUAL-PENAL
Ruy Alves Henriques Filho
1 A necessidade da estabilidade do Sistema de Justiça através dos
Precedentes Judiciais
2 Precedentes Obrigatórios formados em Habeas Corpus?
3 Sugestão para Identificação de Precedente
4 O IRDR
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 32
A tensão entre Temas Genéricos e Específicos nos Tribunais
Superiores: como deveria ocorrer o juízo de conformação dos
precedentes qualificados
Silvano José Gomes Flumignan
Premissas Iniciais
1 A sistemática de precedentes do direito brasileiro
2 Juízo de admissibilidade e juízo de mérito
3 Juízo de conformação
4 A tensão entre temas ligados à admissibilidade e temas de mérito
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 33
O NECESSÁRIO DIÁLOGO ENTRE AS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS E OS TRIBUNAIS
SUPERIORES NA APLICAÇÃO DE PRECEDENTES: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Taís Schilling Ferraz
Premissas Iniciais
1 A ratio decidendi e o alcance dos precedentes
2 A pretendida abrangência do precedente brasileiro e a produção
de teses jurídicas genéricas
3 A aplicação das teses jurídicas como normas em tese
4 A litigiosidade como decorrência
Considerações Finais
Referências
CAPÍTULO 34
PROFERIDO O PRECEDENTE, ELABORADA A TESE. E AGORA?
Teresa Arruda Alvim
Premissas Iniciais
1 As teses são um poderoso instrumento para operativizar o sistema
de precedentes
2 A ratio decidendi do precedente – E a tese
3 As teses, especificamente
4 Teses “funcionais”
5 Teses: curtas, secas, concretas
6 A automação do sistema – incompatibilidade coma vinculação por
analogia – Resumindo e concluindo
Referências
CAPÍTULO 35
O DESCUMPRIMENTO DO PRECEDENTE PELAS CORTES E A VIOLAÇÃO AOS
PRINCÍPIOS DA JURISPRUDÊNCIA
William Soares Pugliese
Premissas Iniciais
1 Pós-Precedente: Fundamentos e Desafios
2 O Precedente e os Princípios da Jurisprudência
3 Descumprimento Horizontal: inconsistência das Cortes Superiores
4 Descumprimento Vertical: resistência das Cortes de Justiça
5 Elementos do pós-precedente em prol da efetividade e da
legitimidade
Considerações Finais
Referências
| ISBN | 978-65-5113-483-8 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 2 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 668 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | março/2026 |
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Advogado e Professor. Doutor em Direito Processual Civil pela PUC/SP (2020).Pós-doutor pela USP. Mestre em Direito pela UEL (linha de Processo Civil). Pós-graduado em Processo Civil pelo IDCC (2009).Pós-graduado em Filosofia Jurídica e Política pela UEL (2011). Foi Coordenador e fundador da Comissão de Processo Civil da OAB/Londrina. É o atual Vice-Presidente da Comissão de Processo Civil da OAB/PR (2025). Membro Consultor da Comissão Especial do Código de Processo Civil da OAB em Brasília. Membro titular efetivo, cadeira n. 32, da Academia de Letras de Londrina. Foi coordenador da pós-graduação em Processo Civil do IDCC Londrina (2018/2022). É membro do IBPD (Instituto Brasileiro de Processo Civil). Foi Conselheiro da OAB Londrina/PR. Editor chefe da Editora Thoth.
Doutorando pela Universidade de São Paulo - USP. Mestre pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Professor Adjunto da UFPE. Professor do Mestrado Profissional da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM. Juiz Federal do TRF-5ª Região. Ex-Juiz Instrutor no STJ. Membro e Diretor do Instituto Brasileiro de Direito Processual – IBDP. Membro-fundador e Secretário-Geral da Associação Norte e Nordeste de Professores de Processo - ANNEP. E-mail: koehler_koehler@ yahoo.com.br Instagram: @frederico_koehler. Twitter: @FredericoKoehl1.
Magistrado brasileiro e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
Doutor, Mestre e Bacharel em Direito pela USP. Professor Adjunto da UPE e da ASCES/UNITA. Professor do Mestrado do CERS. Foi Pesquisador Visitante na Universidade de Ottawa. Foi Assessor de Ministro do STJ. Coordenador do CEJ da PGE/PE. Presidente do FONACE. Procurador do Estado. Advogado. Membro da ANNEP e do IBDP.