Em um mundo em que os conflitos ambientais, fundiários e climáticos se tornam cada vez mais complexos, dominar dados e tecnologias deixou de ser uma opção — tornou-se uma condição essencial para advogar com eficiência e transformar a gestão ambiental. Direito Ambiental Geográfico: Protocolo de Uso de Dados no Direito Ambiental Brasileiro inaugura uma nova fronteira na advocacia ambiental, unindo conhecimento jurídico, ciência de dados e análise geográfica. Organizada pelos advogados e pesquisadores Luiz Ugeda e Alexandre Burmann, a obra apresenta o primeiro protocolo brasileiro de interoperabilidade de dados aplicado ao Direito Ambiental — uma ferramenta indispensável para fiscalizar, decidir, planejar e prevenir conflitos.
Em um mundo em que os conflitos ambientais, fundiários e climáticos se tornam cada vez mais complexos, dominar dados e tecnologias deixou de ser uma opção — tornou-se uma condição essencial para advogar com eficiência e transformar a gestão ambiental. Direito Ambiental Geográfico: Protocolo de Uso de Dados no Direito Ambiental Brasileiro inaugura uma nova fronteira na advocacia ambiental, unindo conhecimento jurídico, ciência de dados e análise geográfica. Organizada pelos advogados e pesquisadores Luiz Ugeda e Alexandre Burmann, a obra apresenta o primeiro protocolo brasileiro de interoperabilidade de dados aplicado ao Direito Ambiental — uma ferramenta indispensável para fiscalizar, decidir, planejar e prevenir conflitos.
Sobre os Coordenadores
Sobre os Autores
Apresentação
Prefácio
CAPÍTULO 1
Karine Sanches
Luiz Ugeda
FUNDAMENTOS DE DIREITO AMBIENTAL GEOGRÁFICO E PRINCÍPIOS NORTEADORES
Introdução
1 Fundamentos do Direito Ambiental Geográfico
2 A Territorialidade das Normas Ambientais
3 Princípios Norteadores
4 Conceito e Função dos Geodados no Direito Ambiental
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 2
Giovana Mira de Espindola
POR UM DIREITO AMBIENTAL GEOGRÁFICO NO BRASIL: ARCABOUÇO
JURÍDICO-INSTITUCIONAL E GOVERNANÇA DE DADOS ABERTOS
Introdução
1 Trajetória normativa e interdisciplinar do Direito Ambiental Brasileiro
2 A materialização de dados ambientais e suas representações enquanto
entidades computacionais
3 Caminhos para uma governança de dados ambientais no Brasil
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 3
José Gustavo Oliveira Franco
REFLEXÕES SOBRE O SISTEMA JURÍDICO AMBIENTAL BRASILEIRO, SUA ORGANIZAÇÃO
INSTITUCIONAL E A CENTRALIDADE E ESSENCIALIDADE DAS INFORMAÇÕES E DADOS
GEOESPACIAIS PARA SUA OPERACIONALIZAÇÃO E EFETIVIDADE
Introdução
1 Do sistema jurídico ambiental brasileiro. Das bases constitucionais e
sua organização e operacionalização pela Política Nacional de Meio
Ambiente (PNMA)
1.1 O Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e os instrumentos da PNMA
1.2 Refletindo sobre os instrumentos da PNMA, seu rebatimento
territorial e a essencialidade e imperatividade de produção e gestão
adequadas de dados geoespaciais
1.2.1 Instrumentos de planejamento e gestão do território: Zoneamentos e
Espaços Especialmente Protegidos
1.2.2 Instrumentos de parametrização da qualidade ambiental: padrões de
qualidade para um ambiente salubre e limites de emissões (inciso I)
1.2.3 Instrumentos de gestão e fiscalização de atividades, dentre os
quais figuram o Licenciamento Ambiental, o Estudo de Impacto
Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e auditorias
compulsórias (incisos III e IV)
1.2.4 Instrumentos de repressão e responsabilização, que contemplam
responsabilidade administrativa (autuações e embargos), criminal e
responsabilidade civil ambiental (Danos e PRADs), (inciso IX e art. 14)
1.2.5 Novos instrumentos econômicos de incentivo e desenvolvimento,
incluindo os PSAs (art. 9º, incisos V, XIII)
2 Instrumentos de informação, articulação e monitoramento: SINIMA, sua
essencialidade na PNMA e necessária articulação com outras estruturas e
bases de informação e sua regulação
2.1 SINIMA e Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE)
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 4
Cristiane Aparecida Marion Barbuglio
ANÁLISE JURÍDICA DA INTEROPERABILIDADE DE DADOS DOS SISTEMAS DO
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E MUDANÇA DO CLIMA COM AS PLATAFORMAS
FEDERAIS, ESTADUAIS E SEUS DESAFIOS
Introdução
1 Conhecendo o plano de dados abertos - PDA (PDA-MMA)
2 A importância da interoperabilidade de dados dos sistemas do
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com as plataformas
federais e estaduais
2.1 Os desafios no compartilhamento de dados
2.1.1 Fragmentação normativa e de competência
2.1.2 Insegurança jurídica sobre a validade dos dados
2.1.3 Proteção de dados pessoais e transparência
2.1.4 Falta de padronização tecnológica
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 5
Sylvia Freire
INTEROPERABILIDADE DE DADOS AMBIENTAIS (IBAMA)
Introdução
1 Interoperabilidade de dados ambientais: fundamentos jurídicos e técnicos
2 A Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e a Governança
Ambiental
3 Plataformas de informação ambiental do IBAMA
4 Desafios e perspectivas para a interoperabilidade no IBAMA
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 6
Stella Nivis Vivona
Carla F. de Aquino Costa
GOVERNANÇA TERRITORIAL E PROTEÇÃO DE DADOS INDIGENISTAS: LACUNAS
JURÍDICAS NA INTEROPERABILIDADE DOS SISTEMAS DA FUNAI
Introdução
1 Visão geral das principais normas brasileiras sobre interoperabilidade
de dados e sua relação com o direito ambiental
1.1 Aplicações no direito ambiental
2 Normas que asseguram a proteção dos territórios e dos direitos dos
povos indígenas
2.1 Do Plano de Dados Abertos da FUNAI e a transparência na gestão
territorial indígena
2.2 Instrumentos e iniciativas de interoperabilidade aplicáveis à Funai
3 Interoperabilidade nos sistemas da Funai: avanços, entraves e perspectivas
3.1 Principais plataformas utilizadas pela Funai
3.2 Integração com sistemas ambientais e fundiários
3.3 Fluxos de dados e lacunas institucionais
4 Desafios na interoperabilidade de dados
4.1 Ausência de informações sistematizadas
4.2 Barreiras jurídicas e regulatórias
4.3 Lacunas técnicas com repercussão jurídica
4.4 Riscos à privacidade e aos direitos coletivos
4.5 Falta de regulamentação específica para dados sensíveis indigenistas
4.6 Jurisprudência e litígios associados à falta de interoperabilidade
5 Impactos na proteção dos direitos indígenas
5.1 Fortalecimento da fiscalização e proteção territorial
5.2 Promoção dos direitos sociais e articulação de políticas públicas
5.3 Riscos de uso inadequado das informações
5.4 Governança da informação como dimensão da governança territorial
6 Propostas para harmonização e governança
6.1 Estabelecimento de um marco normativo próprio sobre
interoperabilidade de dados indigenistas
6.2 Criação de instâncias técnicas interinstitucionais permanentes
6.3 Implementação de rotinas automatizadas de consolidação, exportação e
validação cruzada de dados
6.4 Fortalecimento da política de dados abertos
6.5 Reestruturação da estratégia institucional de governança de dados
6.6 Promoção de capacitações em ciência de dados, gestão de informação e
ética digital
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 7
Renata Franco de Paula Gonçalves Moreno
ANÁLISE JURÍDICA DA INTEROPERABILIDADE DE DADOS DOS SISTEMAS DO INCRA
Introdução
1 O histórico de ocupação de terras no Brasil
2 A complexa arquitetura cadastral do Brasil
2.1 Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF)
2.2 Cadastro Ambiental Rural (CAR)
2.3 Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) – Cadastro Nacional de
Imóveis Rurais (CNIR)
2.4 Cadastro de Imóvel Rural (CAFIR)
2.5 Sistema de Informações Territoriais (SIT)
2.6 Cartório de Registro de Imóveis
3 Análise jurídica da engenhosidade dos sistemas
4 Singelas sugestões para a melhoria da interoperabilidade
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 8
Adélia Alves Rocha
ANÁLISE JURÍDICA DA INTEROPERABILIDADE DE DADOS DO ONR E O
COMPARTILHAMENTO DE REGISTROS IMOBILIÁRIOS
Introdução
1 Aspectos estruturais jurídicos e tecnológicos no âmbito do ONR
2 Repercussões jurídicas das informações geográficas
3 Segurança jurídica e responsabilidades na interoperabilidade de dados
registrais imobiliários
4 Integração ONR-SIGEF: avanços e lacunas
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 9
Célia Pimenta Barroso Pitchon
O Ministério Público e a relevância dos indicadores e da
interoperabilidade de dados para a gestão da política de recuperação de
danos ambientais
Introdução
1 A importância dos indicadores e da interoperabilidade de dados
2 A imbricação de poderes na governança dos conflitos ambientais
3 Indicadores do Ministério Público
4 Dados do Ministério Público
5 Síntese das respostas do Ministério Público da União
6 Síntese das respostas do Ministério Público dos Estados
7 Do aprimoramento da governança dos conflitos
8 A notável experiência de Mato Grosso
Conclusão
CAPÍTULO 10
Fabio Rogerio Matiuzzi Rodrigues
Francisco Henrique de Oliveira
Pedro Puttini Mendes
ANÁLISE JURÍDICA DA INTEROPERABILIDADE DE DADOS DOS SISTEMAS DO ICMBIO
Introdução
1 A Interoperabilidade no Poder Executivo Federal
2 O ICMBio e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza
(SNUC)
3 As publicações do ICMBio no SIG Brasil
4 Consulta aos mapas do SNUC
5 A Interoperabilidade e o SICAR
6 Diretrizes para a Interoperabilidade e Soluções para Harmonização de Dados
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 11
Frederico José Gervásio Aburachid
GEOINFORMAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTO: ELABORANDO NORMAS AMBIENTAIS DE
QUALIDADE
Introdução
1 Conceito e importância da geoinformação
2 Desafios da interoperabilidade da geoinformação na função normativa
ambiental brasileira
3 A avaliação prévia de impacto regulatório e os sistemas de geoinformação
Conclusão
Referências Bibliográficas
CAPÍTULO 12
Cristiane Jaccoud
Alexandre Burmann
DO USO EXCLUSIVO DE IMAGENS DE SATÉLITE COMO PROVA NO PROCESSO JUDICIAL
AMBIENTAL
Introdução
1 Parâmetros do Conselho Nacional de Justiça para a Litigância Ambiental
e Climática no Brasil
2 Aspectos Normativos e Operacionais do Uso Exclusivo de Imagens de
Satélite como Prova nas Ações Ambientais
3 O Devido Processo Legal Ambiental: das Garantias e Limites
Constitucionais à Celeridade e à Eficiência na Tutela Judicial do Meio
Ambiente e do Clima
3.1 Garantias Constitucionais
3.2 Sobre o uso exclusivo de imagens de satélite
Conclusão
Referências Bibliográficas
| ISBN | 978-65-5113-448-7 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 298 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | janeiro/2026 |
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Advogado associado e Secretário Nacional UBAA. Doutorando em Direito Ambiental (UCS). Mestre em Avaliação de Impactos Ambientais (UNILASALLE). Especialista em Direito Ambiental (PUCRS). Membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB/RS. Sócio de Burmann Advocacia Ambiental. Membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB/RS. Professor em cursos de extensão, qualificação e pós-graduação. Mail: [email protected]Pós-doutor em Direito (UFMG). Doutor em Geografia (UnB). Pesquisador do Centro Paulista de Transição Energética (CPTEn), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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