Como esse livro faz ver com solidez e clareza, as discriminações políticas e ideológicas ferem ao mesmo tempo a dignidade humana e a convivência justa e democrática num mundo comum que se quer plural. Ao obstaculizar pensamento, opinião e ação, elas impedem a comunicação, sem a qual a vida humana, por ser social e política, não tem como florescer. Discriminar com base em tais convicções resulta, com efeito, em inibição que apequena e oprime a vida, ferindo o exercício da autonomia e o livre desenvolvimento da personalidade, por, tolhendo o convívio das diferenças, depauperar os contrastes que fazem produtivas as trocas humanas, tornando inviável a experiência vital da alteridade.
Como esse livro faz ver com solidez e clareza, as discriminações políticas e ideológicas ferem ao mesmo tempo a dignidade humana e a convivência justa e democrática num mundo comum que se quer plural. Ao obstaculizar pensamento, opinião e ação, elas impedem a comunicação, sem a qual a vida humana, por ser social e política, não tem como florescer. Discriminar com base em tais convicções resulta, com efeito, em inibição que apequena e oprime a vida, ferindo o exercício da autonomia e o livre desenvolvimento da personalidade, por, tolhendo o convívio das diferenças, depauperar os contrastes que fazem produtivas as trocas humanas, tornando inviável a experiência vital da alteridade.
SOBRE O AUTOR
AGRADECIMENTOS
APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1
DISCRIMINAÇÃO POR OPINIÃO POLÍTICA OU CONVICÇÃO IDEOLÓGICA. COLOCAÇÃO DO PROBLEMA NA RELAÇÃO ENTRE PARTICULARES
1.1 Polarização política e saúde: quando médicos recusam a continuidade do atendimento
1.2 Bases constitucionais e convencionais da proibição de discriminação por convicção política ou ideológica
1.3 A construção do conceito normativo de opinião política e convicção ideológica
1.3.1 Entre o político e o jurídico: notas introdutórias sobre opinião política e convicção ideológica
1.3.2 A proteção do pluralismo político e ideológico em uma sociedade democrática
1.3.3 A construção jurídica da proteção à opinião política e à convicção ideológica
CAPÍTULO 2
A IGUALDADE COMO ESTRUTURANTE DA ORDEM JURÍDICA CONSTITUCIONAL
2.1 Da Construção da Igualdade como Conceito Jurídico
2.1.1 Entre a excelência grega e a centelha divina: os limites da igualdade na antiguidade e no medievo
2.1.2 Do iluminismo à igualdade jurídica: a superação dos privilégios estamentais
2.1.3 O legislador sob o véu da isonomia: proibições e justificativas
2.1.4 Leis-medida e a artimanha da generalidade: limites formais ao legislador
2.1.5 Razoabilidade e proporcionalidade: quando a desigualdade é justificável
2.1.6 Igualdade e justiça social: do Estado de Direito ao Estado Social
2.1.7 A igualdade na Constituição Federal brasileira: entre o formal e o substancial
2.1.8 Igualdade como princípio e regra: a dualidade de Alexy e o desafio relacional
2.2 A contribuição alemã: vedação da arbitrariedade e proporcionalidade
2.3 A igualdade como não discriminação
2.3.1 Fundamentos constitucionais e europeus da antidiscriminação
2.3.2 Fundamentos e construção do conceito de Antidiscriminação
2.3.3 Antidiscriminação, crítica à diferenciação arbitrária e antisubordinação
2.3.4 A Equal Protection Doctrine: a teoria dos escrutínios
CAPÍTULO 3
A QUESTÃO DA EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
3.1 A Colocação do problema dos Direitos Fundamentais nas relações privadas
3.2 Efeito Horizontal e Teoria Diferenciadora
3.3 Panorama das principais teorias da aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas
3.3.1 Negativa da produção de efeitos nas relações privadas
3.3.2 A State Action (teoria da equiparação): mitigação da ineficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas
3.3.3 Eficácia horizontal mediata ou indireta dos direitos fundamentais
3.3.4 Aplicabilidade direta e imediata
3.4 A teoria dos deveres de proteção do Estado como construção de um mínimo essencial de proteção
CAPÍTULO 4
IGUALDADE, NÃO DISCRIMINAÇÃO E DEVERES DE PROTEÇÃO
4.1 Discriminação por opinião política ou convicção ideológica: avaliando a suficiência da regulamentação legislativa
4.2 A regência da relação médico-paciente pelo Código de Defesa do Consumidor
4.3 Convergências e tensões entre o Código de Defesa do Consumidor e o Código de Ética Médica
4.4 Substituição de critérios: um exercício para evidenciar a discriminação
4.5 Discriminação velada e desafios probatórios na relação médico-paciente
4.6 Antidiscriminação e interpretação conforme no Código de Defesa do Consumidor
4.7 Não Discriminação, Dignidade e Proteção Integral da Criança e do Adolescente
4.8 O Controle do déficit e suas técnicas: caminho para a análise do mínimo constitucional na discriminação médico-paciente
CAPÍTULO 5
A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA COMO PATAMAR MÍNIMO NO DEVER DE PROTEÇÃO JURÍDICA
5.1 A Dignidade da Pessoa Humana: fundamentos, funções e implicações no Estado de Direito
5.2 Dignidade como igualdade e vedação da discriminação
5.3 Dignidade, não discriminação e tolerância: a força da pluralidade
5.4 O Diálogo das Fontes e a coordenação do pluralismo normativo protetivo na lógica antidiscriminatória
5.5 Interpretação Pro Persona e Vulnerabilidade
5.6 Dignidade, não-discriminação e privacidade
5.7 Da interpretação do Código de Ética Médica e da produção de clareza e determinação na sua redação
5.8 Não discriminação e saúde: em busca de uma ética de centralidade do paciente
5.9 O Caso do Trabalho Médico em Organizações de Tendência
5.10 A Tutela Adequada para coibir a discriminação Ideológica
5.10.1 Tutela Penal, Tutela Cível e Tutela Específica
5.10.2 Responsabilidade Civil como Ferramenta de Reparação
CONCLUSÃO
POSFÁCIOS
BIBLIOGRAFIA
| ISBN | 978-65-5113-403-6 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 306 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | novembro/2025 |
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Gilberto Schäfer[email protected]Possui formação incompleta em Filosofia (1987), graduação em Direito (1993), Mestrado (2001) e Doutorado (2009) em Direito Público pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-Doutorado em Direitos Fundamentais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Especialista em Direito da Anticorrupção pela ENFAM (2023) e em Direito Sanitário pela FIOCRUZ- Brasília (2025). É Magistrado do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul, exercendo suas funções na comarca de Porto Alegre, tendo trabalhado nas varas da fazenda pública. Titular do 2º. Juizado da Vara Regional Empresarial de Porto Alegre.
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