O Pós-Direito' é o direito que enfrenta as transformações do mundo contemporâneo: a globalização, o novo papel assumido pelos princípios em relação às normas, a multiplicação das fontes e instâncias autoritativas, o impacto da tecnologia nas decisões judiciais. Diante da crescente complexidade das sociedades ocidentais, interconectadas e hipercomunicantes, os pilares do moderno Estado de Direito o princípio da legalidade e da separação dos poderes parecem vacilar e ceder espaço às exigências de uma justiça personalizada, em potencial contraste com a ideia de uma medida universal, aplicável a todos. Que novos instrumentos o direito tem à sua disposição para responder ao cada vez mais acentuado distanciamento entre a produção legislativa e as mudanças da vida social? Como postular novos instrumentos de análise?
O Pós-Direito' é o direito que enfrenta as transformações do mundo contemporâneo: a globalização, o novo papel assumido pelos princípios em relação às normas, a multiplicação das fontes e instâncias autoritativas, o impacto da tecnologia nas decisões judiciais. Diante da crescente complexidade das sociedades ocidentais, interconectadas e hipercomunicantes, os pilares do moderno Estado de Direito o princípio da legalidade e da separação dos poderes parecem vacilar e ceder espaço às exigências de uma justiça personalizada, em potencial contraste com a ideia de uma medida universal, aplicável a todos. Que novos instrumentos o direito tem à sua disposição para responder ao cada vez mais acentuado distanciamento entre a produção legislativa e as mudanças da vida social? Como postular novos instrumentos de análise?
COORDENADOR DA COLEÇÃO
SOBRE O AUTOR
SOBRE O TRADUTOR
PREFAZIONE ALL’EDIZIONE BRASILIANA DI POSTDIRITTO
PREFÁCIO DA EDIÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-DIREITO
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
PRIMEIRA PARTE
A POSITIVIDADE DO DIREITO, HOJE
CAPÍTULO 1
NOVAS FONTES, NOVAS CATEGORIAS PARA O PÓS-DIREITO
1.1 O par teórico do pós-direito: desconstrução-pluralismo
1.2 O novo quadro jurídico: centralidade do momento jurisdicional
1.3 O espaço crescente dos princípios
1.4 A reconfiguração do sistema de fontes e a construção do caso jurídico
1.5 A deformação do sistema das fontes: o surgimento do “soft law”
1.6 O diálogo global entre as cortes
1.7 Conclusão: contradições no direito contemporâneo e déficit democrático da ordem jurídica global
CAPÍTULO 2
O ÉQUIVOCO SOBRE A «CRISE DO DIREITO» E A MUDANÇA DOS PARADIGMAS JURÍDICOS
2.1 A questão da crise do direito
2.2 Thomas Kuhn: os paradigmas e os períodos revolucionários da ciência
2.3 A entrada dos direitos humanos nos sistemas jurídicos contemporâneos
2.4 A constitucionalização dos direitos
2.5 O papel da jurisprudência europeia
2.6 Conclusões
CAPÍTULO 3
FIGURAS DE JULGAMENTO: CALCULABILIDADE, PRECEDENTES, DECISÃO ROBÓTICA
3.1 A trilogia dos lincei sobre o julgamento: um olhar sintético
3.2 Terapia linguística preliminar: sobre as diferenças entre calculabilidade e previsibilidade do direito
3.3 Calculabilidade do direito como um fato e um valor
3.4 Os precedentes como resultado interpretativo
3.5 O papel do conhecimento técnico-científico no cálculo do direito
3.6 O impacto do digital no direito: mudanças nas profissões e no processo
3.7 O homem e a máquina: do mito da delegação à coexistência
CAPÍTULO 4
A NOVA LEGALIDADE PENAL, O PRECEDENTE E O PAPEL DA CORTE DE CASSAÇÃO
4.1 O que significa “nova legalidade penal”?
4.2 A queda do paradigma moderno da legalidade
4.3 Teorias hermenêuticas e jurisdição penal
4.4 Discricionariedade ou criatividade do intérprete penal?
4.5 Pluralismo ético e direito penal
4.6 Características da nova legalidade penal
4.7 Como limitar a aplicação judicial expansiva do direito penal?
4.8 Sobre a função nomofilácica da Cassazione
4.9 Conclusão
CAPÍTULO 5
EM DIREÇÃO A UMA JUSTIÇA PREDITIVA?
5.1 O poder da Inteligência Artificial e o direito
5.2 Potencial e riscos da justiça preditiva
5.3 Dois significativos “estudos de caso”
5.4 Os problemas criados pela IA ao direito penal clássico
5.5 As normas jurídicas como dados
5.6 Sobre a sustentabilidade ética, social e legal da inovação
SEGUNDA PARTE
INTERPRETAÇÃO E ARGUMENTAÇÃO
CAPÍTULO 6
A INTERPRETAÇÃO DA LEI
6.1 Introdução
6.2 As teorias da interpretação jurídica
6.3 Interpretação jurídica e métodos interpretativos
6.4 O controle da interpretação
CAPÍTULO 7
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL E PLURALIDADE DE CONTEXTOS JURÍDICOS
7.1 As diferentes dimensões do texto jurídico
7.2 O debate sobre a textualidade jurídica: o textualismo rígido de Antonin Scalia
7.3 A contribuição dos “documentarians”: o holismo constitucional de Akhil Reed Amar
7.4 Defesa da literalidade
7.5 Qual contextualismo? Pluralidade e especificidade dos contextos jurídicos
7.6 Teorias do direito e teorias do significado: as teses de Riccardo Guastini
7.7 Teorias do direito e teorias do significado: as teses de Vittorio Villa
7.8 Conclusão: crucialidade da dimensão da justificação
CAPÍTULO 8
NOVAMENTE SOBRE INTERPRETAÇÃO E PRINCÍPIOS JURÍDICOS
8.1 O direito como interpretação
8.2 A afirmação dos princípios jurídicos
8.3 Princípios e Constituições
8.4 Os princípios no direito tributário e no direito processual civil
8.5 Os princípios como “pedra angular” do edifício jurídico
CAPÍTULO 9
SOBRE O EQUILÍBRIO NO DIREITO
9.1 Legalidade e legitimidade em Carl Schmitt
9.2 A ideia do Estado constitucional e a transformação do direito
9.3 Estrutura dos princípios: normatividade e conexão entre direito e moral
9.4 Conflitos entre princípios em Constituições pluralistas
9.5 O princípio da proporcionalidade
9.6 Sobre as limitações dos direitos constitucionais
9.7 Conclusão
CAPÍTULO 10
APRESENTAR RAZÕES: A JUSTIFICAÇÃO NO DIREITO
10.1 A era da argumentação
10.2 Teorias contemporâneas do raciocínio jurídico
10.3 Interpretação, argumentação, decisão
10.4 Linguagem jurídica e justificação
10.5 A raiz da justificação: a ideia de razão
10.6 Motivação e justificação
TERCEIRA PARTE
NOVOS INSTRUMENTOS PARA O DIREITO?
CAPÍTULO 11
O FUTURO DA TEORIA DO DIREITO NOS PAÍSES DE CIVIL LAW
11.1 Qual teoria do direito, hoje?
11.2 A crise do positivismo jurídico e o “Post script” de Herbert Hart
11.3 O caminho das teorias jusnaturalistas
11.4 A afirmação da hermenêutica e dos estudos sobre o raciocínio jurídico
11.5 Ainda falar de jusnaturalismo e positivismo jurídico?
CAPÍTULO 12
MANIFESTO POR UMA FILOSOFIA HERMENÊUTICA DO DIREITO
12.1 Positividade do direito e espaço para os valores: a hermenêutica jurídica para além do contraste entre jusnaturalismo e juspositivismo
12.2 Hermenêutica jurídica e pluralismo
12.3 Texto jurídico e tradução
CAPÍTULO 13
EM DIÁLOGO COM RONALD DWORKIN
13.1 A obra de Ronald Dworkin, uma mina de argumentos para o filósofo do direito
13.2 A crítica antipositivista do modelo hartiano
13.3 O interpretativismo de Dworkin
13.4 O direito como integridade
13.5 “Justice in Robes”: a valorização da argumentação moral
13.6 Do pluralismo dos valores ao holismo do valor
13.7 Conclusão
CAPÍTULO 14
OS DIREITOS FUNDAMENTAIS. ENTRE UNIVERSALIDADE E PARTICULARISMO
14.1 Abuso e caráter genérico da noção de direitos fundamentais
14.2 A era dos direitos e as Constituições
14.3 Concepções universalistas e concepções particularistas dos direitos fundamentais
14.4 O particularismo dos direitos na cultura ocidental
14.5 A universalidade dos direitos e o diálogo intercultural
14.6 O caráter interpretativo dos direitos e a antropologia da pessoa
| ISBN | 978-65-5113-569-9 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 390 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | maio/2026 |
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Pós-Doutor em Direito Processual Constitucional pela Universitá degli Studi di Firenze. Doutor em Direito pela Universitat de Barcelona. Especialista e Mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Professor Titular de Direito Processual Civil da UNISINOS e PUC/RS. Professor Adjunto da UFN. Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da UNISINOS (Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado) e da UFN. Membro da International Association of Procedural Law. Membro do Instituto Ibero-americano de Derecho Procesal. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual Civil. Membro da Academia Brasileira de Direito Processual. Membro da Asociación Argentina de Derecho Procesal. Huésped de Honor de la Casa de Altos Estudios de la Universidad Nacional de Córdoba, Universidad Nacional de Córdoba, Argentina. Advogado.Professor emérito de Teoria Geral do Direito na Universidade de Pádua, da qual foi Reitor de 2009 a 2015. É Acadêmico dos Lincei e Professor Honoris Causa do International Institute for Hermeneutics.Juiz de Direito no Estado de Goiás. Doutor em Direito Público pela Universidade Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS/RS). Doutor em Ciências Jurídicas pela Università degli Studi di Firenze (cotutela). Mestre e Especialista em Poder Judiciário pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (DIREITO RIO - FGV/RJ). Especialista em Direito Civil e Processual Civil pela Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas/GO (Uni-Anhanguera). Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/ GO). Professor de Processo Civil da Universidade de Rio Verde (UNIRV). Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP). Pesquisador do Grupo de Estudo, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). E-mail: [email protected].
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