Não há dúvida de que o eu-dividido é cúmplice de outros na criação de seus próprios estados divididos e, portanto, ele pode ser justamente considerado como seu coautor. Ele e os outros podem ser justificadamente chamados a prestar contas pelo que fizeram conjuntamente de si próprios. Podem, de fato, habitar um tipo de ordem comunitária e cultural cujas estruturas inibem, em grande medida, o exercício dos poderes de agência moral. Todavia, eles partilham a responsabilidade por se terem transformado no tipo de agente comunitário diminuído que são. Estão envolvidos numa conspiração que funciona para que possam levar vidas irrepreensivelmente complacentes, capazes de alegar de forma plausível falta de conhecimento, bem como falta de controle sobre os resultados pelos quais, de outra forma, poderiam ser responsabilizados conjuntamente. Sua falta de conhecimento e de controle são, muitas vezes, bastante reais, um resultado inevitável da estruturação de papéis e responsabilidades numa ordem comunitária já dilacerada, em que não há mais espaço para o fomento de uma unidade de vida — pessoal, passando pela familiar, social, política e cultural — e muito menos para uma ideia de fins comuns em comunidade, sejam imanentes ou transcendentes. O livro do autor é um antídoto para tudo isso.
Não há dúvida de que o eu-dividido é cúmplice de outros na criação de seus próprios estados divididos e, portanto, ele pode ser justamente considerado como seu coautor. Ele e os outros podem ser justificadamente chamados a prestar contas pelo que fizeram conjuntamente de si próprios. Podem, de fato, habitar um tipo de ordem comunitária e cultural cujas estruturas inibem, em grande medida, o exercício dos poderes de agência moral. Todavia, eles partilham a responsabilidade por se terem transformado no tipo de agente comunitário diminuído que são. Estão envolvidos numa conspiração que funciona para que possam levar vidas irrepreensivelmente complacentes, capazes de alegar de forma plausível falta de conhecimento, bem como falta de controle sobre os resultados pelos quais, de outra forma, poderiam ser responsabilizados conjuntamente. Sua falta de conhecimento e de controle são, muitas vezes, bastante reais, um resultado inevitável da estruturação de papéis e responsabilidades numa ordem comunitária já dilacerada, em que não há mais espaço para o fomento de uma unidade de vida — pessoal, passando pela familiar, social, política e cultural — e muito menos para uma ideia de fins comuns em comunidade, sejam imanentes ou transcendentes. O livro do autor é um antídoto para tudo isso.
Sobre o Autor
Prefácio
Introdução
CAPÍTULO 1
SUJEITO SOCIAL
1.1 Natureza
1.2 Condição de pessoa
1.3 Responsabilidade social objetiva e subjetiva
1.4 Sujeito social e razão prática
CAPÍTULO 2
SOCIEDADE POLÍTICA
2.1 Origem natural e histórica
2.2 Natureza
2.3 Causas
2.4 Características
2.5 Prioridade ontológica da pessoa
2.6 Sociedade conjugal e familiar
2.7 Sociedade e sociedades
CAPÍTULO 3
SOCIEDADE CIVIL
3.1 Princípio da desigualdade
3.2 Princípio da solidariedade
3.3 Princípio do bem comum
3.4 Princípio da justiça
3.5 Princípio da subsidiariedade
3.6 Princípio da perfectibilidade pessoal e social
3.7 Resgate da constituição ética da sociedade civil: verdade e
liberdade da práxis humana
CAPÍTULO 4
SOCIEDADE POLÍTICA ou ESTADO
4.1 Origem e natureza
4.2 Causas
4.3 Autoridade, poder e sua “metafísica”
4.4 Legalidade e legitimidade do poder
4.5 Estruturação
4.6 Lógica moderna
4.7 Racionalidade política como racionalidade prática
CAPÍTULO 5
ORDEM NATURAL DA SOCIEDADE
5.1 Ser humano, natureza e sociabilidade
5.2 Da ética da virtude à ética política
5.3 Ethos Político: pólis, espacialidade e cultivo
CAPÍTULO 6
ordem jurídica da sociedade
6.1 Bens do direito
6.2 Lei natural e lei positiva
6.3 Justiça, política e moral
6.4 Justiça social
CAPÍTULO 7
ORDEM ECONÔMICA DA SOCIEDADE
7.1 Realidade humana, tecnificação e razão prática
7.2 O dado econômico, seus sentidos e crematística
7.3 Estrutura e finalidade
7.4 Salário, propriedade e bem comum
7.5 Poder econômico e economia de mercado
CAPÍTULO 8
ORDEM CULTURAL DA SOCIEDADE
8.1 Cultura: ser e civilização
8.2 Causas e características
8.3 Modos de harmonia
8.4 Culturalismo
8.5 História cultural e modelos humanos
CAPÍTULO 9
SOCIEDADE E TRANSCENDÊNCIA
9.1 Ser e dever-ser
9.2 Papel da cultura
9.3 Pessoa, sociedade e transcendência
9.4 O fim último do homem e a hierarquia dos valores humanos
Considerações Finais
Referências
| ISBN | 978-65-5113-685-6 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 198 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | julho/2026 |
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Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Filosofia da Educação; Pós-Doutor em Antropologia Filosófica; Pós-Doutor em Lógica, Epistemologia e Filosofia da Ciência; Pós-Doutor em Filosofia do Direito. Juiz de Direito, Professor e Pesquisador. Email: [email protected].
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