Avós como Pais? A Multiparentalidade Avoenga e Seus Impactos no Direito das Sucessões

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O reconhecimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, da possibilidade de multiparentalidade entre avós e netos convoca o jurista a enfrentar a seguinte questão: como compatibilizar a sobreposição de vínculos parentais entre gerações distintas com a estrutura geracional que organiza o parentesco no Direito Civil brasileiro? Esse reconhecimento fundamenta-se no precedente fixado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 622, que admitiu a coexistência entre filiação biológica e socioafetiva. A obra revisita criticamente esse precedente e questiona se a Corte, de fato, chegou a reconhecer a multiparentalidade ou se a tese comporta uma leitura mais restrita, ainda não abordada pela doutrina e pela jurisprudência. Nesta obra, demonstra-se a ausência de critérios legais e jurisprudenciais para o reconhecimento da multiparentalidade vertical e sua incompatibilidade sistêmica com o ordenamento jurídico. O texto analisa criticamente a vedação legal à adoção por ascendentes e os princípios da igualdade e da autonomia familiar, examinando os impactos da multiparentalidade avoenga no Direito de Família para, em seguida, investigar suas repercussões no Direito das Sucessões — com destaque para a distorção da ordem de vocação hereditária e a fragilização da legítima dos herdeiros necessários.

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Autores: Flávia Spinassé Frigini

O reconhecimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, da possibilidade de multiparentalidade entre avós e netos convoca o jurista a enfrentar a seguinte questão: como compatibilizar a sobreposição de vínculos parentais entre gerações distintas com a estrutura geracional que organiza o parentesco no Direito Civil brasileiro? Esse reconhecimento fundamenta-se no precedente fixado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 622, que admitiu a coexistência entre filiação biológica e socioafetiva. A obra revisita criticamente esse precedente e questiona se a Corte, de fato, chegou a reconhecer a multiparentalidade ou se a tese comporta uma leitura mais restrita, ainda não abordada pela doutrina e pela jurisprudência. Nesta obra, demonstra-se a ausência de critérios legais e jurisprudenciais para o reconhecimento da multiparentalidade vertical e sua incompatibilidade sistêmica com o ordenamento jurídico. O texto analisa criticamente a vedação legal à adoção por ascendentes e os princípios da igualdade e da autonomia familiar, examinando os impactos da multiparentalidade avoenga no Direito de Família para, em seguida, investigar suas repercussões no Direito das Sucessões — com destaque para a distorção da ordem de vocação hereditária e a fragilização da legítima dos herdeiros necessários.

Sobre o Autor

Prefácio

Introdução



CAPÍTULO 1

A MULTIPARENTALIDADE NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO

1.1 A construção da multiparentalidade na jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal

1.1.1 Síntese fática e processual do caso paradigma

1.1.2 Análise crítica: inadequações metodológicas, omissões e a
Tese 622

1.2 O reconhecimento da multiparentalidade em linha reta pelo
Superior Tribunal de Justiça

1.2.1 Síntese fática e processual do caso

1.2.2 A distinção entre a adoção e a filiação socioafetiva
desenvolvida no contexto da decisão



CAPÍTULO 2

O PARENTESCO E A FILIAÇÃO NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO

2.1 O parentesco e a filiação no Código Civil de 2002

2.2 A filiação socioafetiva

2.2.1 O reconhecimento extrajudicial da filiação socioafetiva e da
multiparentalidade extrajudicial

2.3 Filiação biológica e sociofetiva sob a ótica do princípio da
igualdade



CAPÍTULO 3

A INCOMPATIBILIDADE SISTÊMICA DO RECONHECIMENTO DA
MULTIPARENTALIDADE ENTRE AVÓS E NETOS NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO:
IMPACTOS NO DIREITO DE FAMÍLIA E NO DIREITO DAS SUCESSÕES

3.1 A vedação legal à adoção por ascendentes e a
multiparentalidade avoenga

3.2 Inconstitucionalidade da multiparentalidade vertical:
igualdade e autonomia familiar

3.3 Incompatibilidades sistêmicas no Direito de Família e no
Direito das Sucessões

3.3.1 A ruptura da titularidade exclusiva do poder familiar e a
perda de sua funcionalidade protetiva

3.3.2 A indeterminação da guarda na multiparentalidade vertical

3.3.3 A supressão da regra da subsidiariedade da obrigação
alimentar e a subversão da responsabilidade alimentar

3.3.4 A extensão artificial das hipóteses de impedimentos
matrimoniais e a desorganização do sistema de parentesco

3.3.5 A distorção da ordem de vocação hereditária pela
sobreposição de vínculos parentais e a fragilização da legítima
dos herdeiros necessários

3.4 A igualdade entre os filhos como limite constitucional à
multiparentalidade avoenga







Conclusão

Referências

ISBN 978-65-5113-778-5
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 109
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação outubro/2026
  1. Flávia Spinassé Frigini [email protected]
    Doutora em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestra em Direito Processual pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Especialista em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Professora e pesquisadora na área de Direito Civil, com ênfase em Direito de Família e Direito das Sucessões. Advogada.

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